Recursos
Cartilha Jurídica
Visão Geral e Cartilha do Direito de Patentes
O que é uma patente?
Uma patente é uma concessão do governo dos Estados Unidos do direito de excluir terceiros de fabricar, usar, vender, ou oferecer para venda a invenção patenteada por um período limitado. Ou seja, uma patente confere ao seu titular a capacidade de buscar uma medida cautelar por meio do sistema judiciário federal para impedir que um infrator fabrique, use, venda, ou ofereça para venda a invenção patenteada durante o prazo de vigência da patente. Indenização em dinheiro também pode ser concedida em caso de violação de patente.
Uma patente não confere ao seu titular o direito irrestrito de fabricar ou vender a invenção patenteada sem qualquer restrição decorrente de outros titulares de patente. Em outras palavras, é possível obter uma patente sobre um produto e, ainda assim, violar uma patente anterior cujas reivindicações (claims) abranjam amplamente o produto. Por exemplo, se a patente X reivindica os elementos A, B, e C, alguém pode posteriormente obter a patente Y reivindicando A, B, C, e D. Contudo, fabricar um produto com os elementos A, B, C, e D ainda viola as reivindicações da patente X (porque o produto inclui A, B, e C).
Existem três tipos de patente, a saber: patentes de design (design patents), patentes de utilidade (utility patents), e patentes de planta (plant patents). As patentes de design protegem os aspectos ornamentais de um artigo de fabricação. As patentes de utilidade protegem processos, máquinas, artigos de fabricação, ou composições de matéria novos e úteis. As patentes de planta protegem novas variedades de plantas reproduzidas assexuadamente. As patentes de utilidade são adequadas para a grande maioria das invenções.
O que é um pedido de patente provisório?
Um pedido de patente provisório é um documento de divulgação de invenção depositado junto ao USPTO que confere ao inventor uma data de prioridade sem que seja necessário cumprir todos os requisitos formais de um pedido de patente de utilidade. Por exemplo, um pedido provisório não precisa incluir reivindicações (claims), nem os desenhos precisam observar os requisitos formais de desenho. Para receber o benefício da data de prioridade provisória, o requerente deve depositar um pedido de patente de utilidade dentro de um ano a contar do depósito do pedido provisório e reivindicar o benefício do pedido provisório.
Embora um pedido provisório seja um documento de divulgação informal que oferece uma forma relativamente econômica de rapidamente obter uma data de prioridade para uma invenção, deve-se ter cautela ao decidir se seu uso é apropriado e, em caso positivo, na forma como o documento é preparado. Ainda que o pedido provisório não precise atender a todos os requisitos formais de depósito de um pedido de utilidade, ele ainda precisa permitir que uma pessoa versada na técnica relevante compreenda como praticar a invenção reivindicada no pedido de utilidade posteriormente depositado, para que essas reivindicações recebam o benefício da data de prioridade provisória. Além disso, o pedido provisório se torna parte permanente do registro, ou “histórico de arquivo”, da patente final. Por essa razão, a divulgação de um pedido provisório deve ser cuidadosamente revisada ou preparada por um advogado de patentes, a fim de garantir que não contenha declarações ou termos que possam se tornar problemáticos posteriormente, ao se buscar executar judicialmente a patente resultante.
Qual é o prazo de vigência de uma patente?
O prazo de uma patente de design se estende por 14 anos a partir da data de emissão. De forma geral, as patentes de utilidade e de planta têm prazo de 20 anos a partir da data de depósito do pedido subjacente, embora em alguns casos a duração do prazo ou a data a partir da qual ele é contado possam ser diferentes.
Qual é o padrão para a patenteabilidade?
Nos Estados Unidos, a patenteabilidade de qualquer invenção geralmente depende da decisão do Patent Office, inicialmente manifestada por um Examinador, quanto a saber se a invenção é útil, nova, e não óbvia. Esses requisitos estão previstos no Patent Statute. Em particular, as Sections 102 e 103 tratam das diferenças entre a invenção e o estado da técnica (prior art). A Section 102 exige que a invenção seja nova, no sentido de não ter sido divulgada por nenhuma referência isolada do estado da técnica. A Section 103 exige que as diferenças entre a invenção e o estado da técnica sejam tais que a invenção não teria sido óbvia, no momento em que foi feita, para uma pessoa com habilidade comum na técnica.
O que é uma busca preliminar de patenteabilidade?
Uma busca preliminar de patenteabilidade consiste em uma pesquisa nos registros do U.S. Patent and Trademark Office (USPTO) para encontrar o estado da técnica mais pertinente relacionado a uma invenção. “Estado da técnica” (prior art) é o corpo existente de informação tecnológica em relação ao qual uma invenção é avaliada, para determinar se é nova e não óbvia e, portanto, se pode ser patenteada. O inventor inicialmente discute a invenção com seu advogado de patentes, que então trabalha com um agente de busca profissional para localizar as referências mais pertinentes nos registros do USPTO. O advogado de patentes pode então avaliar se é provável que a proteção patentária esteja disponível com base nas referências localizadas, bem como o alcance potencial dessa proteção. Conhecer o alcance potencial da proteção patentária permite que o inventor tome uma decisão empresarial informada sobre se buscar essa proteção compensa o investimento de tempo e dinheiro. Além disso, os resultados da busca preliminar de patenteabilidade são inestimáveis para o advogado de patentes na elaboração das reivindicações do pedido de patente, de modo que resistam ao escrutínio do USPTO durante o processo de exame.
Posso fazer minha própria busca de patente?
O USPTO disponibiliza em seu site cópias de patentes concedidas e de pedidos publicados, muitas das quais podem ser pesquisadas por texto ou por “palavras-chave”. Clique aqui para acessar a página de busca de patentes do USPTO. O banco de dados on-line do USPTO oferece um excelente ponto de partida para se familiarizar com a forma e o conteúdo de uma patente, bem como com os tipos de patente disponíveis em determinado campo. Contudo, a interface de busca on-line não permite o uso de strings de busca complexas, o que muitas vezes dificulta localizar e restringir os resultados mais relevantes a um número administrável. Isso é particularmente verdadeiro em áreas técnicas nas quais milhares de patentes e publicações de patentes estão disponíveis. Nossos agentes de busca profissionais têm acesso aos sistemas de busca mais sofisticados utilizados pelo USPTO e, portanto, podem usar sua experiência e especialização para rapidamente identificar o estado da técnica mais pertinente.
Uma busca preliminar de patenteabilidade favorável garante uma patente?
De forma alguma. Embora o USPTO seja uma excelente fonte para determinar quais informações técnicas se encontram em domínio público, o estado da técnica não se limita a documentos de patente. O estado da técnica também pode incluir publicações (artigos, papers, etc.), vendas de uma invenção, ou até mesmo usos da invenção em público, nenhum dos quais é normalmente abrangido por uma busca preliminar de patenteabilidade típica. Além disso, os pedidos de patente atualmente são mantidos em sigilo pelo USPTO até que sejam publicados, o que ocorre algum tempo depois de o pedido estar pendente por dezoito meses. Por essas e outras razões, uma busca preliminar de patenteabilidade não é uma representação perfeita de todo o estado da técnica que pode ser aplicável a uma determinada invenção. Ainda assim, o acervo publicamente disponível de patentes e pedidos publicados no USPTO é uma das melhores fontes isoladas de documentos de estado da técnica disponíveis. Além disso, essa é a principal fonte de estado da técnica que o Examinador utilizará ao realizar uma busca sobre um pedido de patente. Por essa razão, a busca preliminar de patenteabilidade é uma forma relativamente econômica de obter uma grande quantidade de informação sobre o estado da técnica atual.
Quais são os próximos passos quando a busca preliminar de patenteabilidade é favorável?
Se os resultados da busca preliminar de patenteabilidade forem favoráveis, é nesse momento que o advogado de patentes prepara o pedido de patente de utilidade. Quando a minuta inicial do pedido está concluída, ela é apresentada ao inventor para sua revisão, a fim de garantir que o pedido seja tecnicamente preciso e completo. Os comentários do inventor são cuidadosamente considerados na preparação da minuta final, que é apresentada ao inventor para revisão antes do depósito. O USPTO exige que cada inventor assine uma Declaração no momento do depósito do pedido junto ao USPTO, reconhecendo o dever de divulgar informações de que tenha conhecimento e que possam ser consideradas relevantes para o exame do pedido. Tais informações podem incluir dispositivos, produtos, publicações, etc., semelhantes à invenção e que eram publicamente conhecidos antes da invenção, e também podem incluir qualquer divulgação pública, uso comercial, ou oferta de venda da invenção ocorrida mais de um ano antes da data de depósito do pedido.
Um pedido de patente de utilidade tipicamente inclui as seguintes partes: histórico da invenção (background), sumário da invenção, breve descrição dos desenhos, e descrição detalhada das modalidades preferidas, as reivindicações (claims), e um resumo (abstract) da divulgação. Dentre essas, as reivindicações são o cerne do pedido, pois definem em palavras o alcance da invenção para a qual o requerente busca um monopólio limitado concedido pelo governo. O histórico (background) estabelece o estado da técnica relevante e define a necessidade que a invenção reivindicada atende. O resumo (abstract) é um sumário muito breve da invenção reivindicada, e a seção de sumário resume a invenção reivindicada com mais detalhes. Os desenhos ilustram os diversos elementos da invenção mencionados nas reivindicações, enquanto a breve descrição dos desenhos rapidamente orienta o leitor da patente sobre o que cada desenho ilustra. Por fim, a descrição detalhada das modalidades preferidas é onde os elementos dos desenhos são descritos com mais detalhes, e vários exemplos e modalidades da invenção são plenamente elaborados.
Quando posso usar a expressão “patent pending”?
Uma vez depositado um pedido de patente de utilidade (ou provisório) junto ao USPTO, o inventor pode então começar a marcar quaisquer produtos abrangidos pelas reivindicações do pedido como “patent pending” (patente pendente), desde que o pedido esteja de fato pendente perante o USPTO. A indicação “patent pending” serve como aviso a terceiros que, de outra forma, poderiam fabricar, usar, ou vender um produto idêntico, de que a proteção patentária está sendo buscada junto ao USPTO.
O que acontece durante o processo de exame, e quanto tempo ele leva?
Uma vez depositado um pedido junto ao USPTO, ele é atribuído à área tecnológica relevante, ou “unidade técnica” (art unit), e, em última instância, ao Examinador individual que examinará o pedido. O Examinador revisa o pedido para garantir que ele observa as numerosas regras e exigências do USPTO, e também realiza uma busca de patenteabilidade com base nas reivindicações incluídas no pedido. Inicialmente, o Examinador costuma emitir um relatório de Office Action (ação de ofício) rejeitando ao menos algumas das reivindicações e detalhando os motivos da rejeição e o estado da técnica em que a rejeição se baseia. Normalmente leva mais de um ano (e frequentemente de dois a três anos) para se receber a primeira Office Action do USPTO, dependendo do acúmulo de pedidos pendentes de exame naquela unidade técnica específica. Atualmente, o prazo médio de tramitação de um pedido de patente é de 27,6 meses (Fonte: “Fiscal Year 2006 Performance Plan”, disponível em www.osec.doc.gov.
Quando uma Office Action é recebida do USPTO, seu advogado de patentes (que recebe a correspondência do USPTO em seu nome) estuda a rejeição nela contida e o orienta sobre a melhor forma de proceder. Normalmente, isso envolve a preparação e o depósito de uma resposta por escrito, incluindo argumentos sobre por que as reivindicações são patenteáveis em relação ao estado da técnica citado pelo Examinador e/ou emendas que definam as reivindicações de forma mais clara em relação a esse estado da técnica. Em alguns casos, múltiplas Office Actions e respostas são trocadas entre o USPTO e o requerente antes que uma patente seja, em última instância, concedida ou o pedido seja abandonado.
O que acontece quando o pedido de patente é deferido pelo USPTO?
Uma vez que o Examinador decide que um pedido está em condição de ser deferido, o USPTO emite um Notice of Allowance (aviso de deferimento) informando ao requerente que as taxas de emissão e de publicação são devidas. Após a concessão da patente, o requerente é obrigado a pagar taxas de manutenção 3½, 7½, e 11½ anos após a data de emissão, para manter a patente em vigor. Clique aqui para uma lista das taxas governamentais de patente atualmente em vigor.
Visão Geral e Cartilha do Direito de Marcas
O que é uma marca?
Uma “marca” (trademark) é qualquer palavra, nome, símbolo, ou dispositivo adotado e usado por um fabricante ou comerciante para identificar produtos ou serviços, distingui-los dos de terceiros, e indicar sua origem. As marcas incluem os nomes de marca de produtos, como “COKE tm”, “GM tm”, e “GE tm”.
Qual é a diferença entre uma Marca de Produto e uma Marca de Serviço?
O termo “trademark” (marca) é um termo geral que pode ser usado para abranger tanto marcas aplicadas a produtos quanto a serviços. Quando se faz uma distinção, o termo “service mark” (marca de serviço) é usado para se referir a marcas usadas na venda e na publicidade de serviços, em contraposição a produtos. Exemplos familiares de marcas de serviço são “MCDONALD’S tm” e “BURGER KING tm”.
Como as marcas são protegidas?
O valor de uma marca depende do grau de reconhecimento e de goodwill associado a ela pelo público consumidor, ou seja, pelos potenciais clientes dos produtos ou serviços relevantes. Seus clientes reconhecem a marca e a identificam com seus produtos ou serviços, em contraposição aos produtos e serviços de terceiros?
A melhor forma de proteger uma marca (ou seja, a melhor forma de garantir que as pessoas a reconheçam e lhe atribuam valor) é começar a usar a marca (de forma adequada, como marca) o quanto antes, em conexão com vendas efetivas de seus produtos ou serviços. Como regra geral, o primeiro, em determinada área, a usar a marca para certos produtos ou serviços terá direito de prioridade sobre adotantes posteriores da mesma marca, na mesma área, para produtos ou serviços semelhantes.
E quanto ao registro?
O direito de marcas é um ramo do direito de concorrência desleal. Ou seja, é desleal que alguém faça seus produtos ou serviços passarem pelos seus, que se aproveite (gratuitamente) do goodwill que você investiu tempo e dinheiro para construir, ou que tente diminuir o valor de sua marca. As marcas podem, portanto, ser protegidas mesmo na ausência de registro. O registro, contudo, oferece benefícios significativos, devendo ser seriamente considerado.
Na ausência de registro, sua marca só pode ser protegida na área geográfica específica em que você exerce sua atividade comercial, e você tem o ônus de provar a extensão dessa área. Com o registro federal, sua área de cobertura pode ser estendida a todo o país.
Além disso, embora você ainda possa buscar direitos de concorrência desleal de “direito consuetudinário” (common law), o registro lhe conferirá direitos e remédios estatutários adicionais contra infratores. Além disso, as marcas registradas gozam de diversas vantagens processuais nos tribunais. Por exemplo, em vez de ter que provar que você é titular e tem direito de usar a marca, tais questões preliminares serão presumidas.
Como registro uma marca?
Os Estados Unidos têm um sistema de registro duplo. Isso significa que você pode registrar sua marca junto a um ou mais estados, junto ao Governo Federal, ou junto a ambos. Sua marca é elegível para registro na Flórida assim que você tiver vendido seus produtos ou anunciado seus serviços usando a marca na Flórida. Sua marca é elegível para registro federal depois que a marca tiver sido usada no comércio interestadual (transações comerciais dentro de um ou mais estados, ou entre dois estados, ou entre um estado e um país estrangeiro).
Sob a legislação de marcas vigente nos Estados Unidos, você pode requerer o registro de uma marca com base tanto no uso efetivo no comércio interestadual quanto em uma intenção de boa-fé de usar a marca no comércio. Caso o pedido seja baseado em intenção de uso, o uso efetivo deve ser demonstrado dentro de 6 meses após a marca ter sido aprovada para registro pelo U.S. Trademark Office, antes que o registro seja de fato emitido, salvo se uma prorrogação de prazo tiver sido obtida.
O registro federal é válido por prazos sucessivamente renováveis de 10 anos a partir da data de emissão do registro; o registro estadual da Flórida também é válido por prazos renováveis de 10 anos. O registro federal será cancelado, salvo se uma declaração de que você ainda está usando a marca (comumente chamada de “Section 8 Affidavit”) for depositada entre o quinto e o sexto ano após o registro. Uma “Section 15 Affidavit”, atestando que a marca esteve em uso contínuo por cinco anos, sem decisão desfavorável ou processo de impugnação pendente, pode ser depositada ao mesmo tempo, tornando a marca “incontestável”, exceto em fundamentos muito restritos. Não há exigência de depósito de declaração para os registros da Flórida.
Para registrar a marca em nível federal, você deve depositar um pedido, acompanhado das taxas de depósito prescritas, identificando o titular da marca, os produtos ou serviços para os quais a marca é ou será usada e, caso o pedido seja baseado em uso efetivo, a data do primeiro uso da marca em qualquer lugar, a data do primeiro uso da marca no comércio interestadual, e amostras da marca conforme efetivamente usada em conexão com os produtos e serviços. Os três últimos requisitos devem ser atendidos nos pedidos baseados em intenção de uso, após o uso no comércio interestadual ter sido comprovado. O registro normalmente leva de 12 a 24 meses para pedidos baseados em uso efetivo. Os pedidos baseados em intenção de uso levarão prazos variáveis, dependendo da data em que o uso efetivo for comprovado, mas nunca antes dos pedidos baseados em uso efetivo.
Para registrar a marca junto ao Estado da Flórida, você deve depositar um pedido identificando o titular da marca, os produtos ou serviços para os quais a marca é usada, a data do primeiro uso da marca em qualquer lugar, a data do primeiro uso da marca na Flórida, apresentar espécimes (amostras) da marca conforme efetivamente usada em conexão com os produtos e serviços, e pagar a taxa de depósito exigida. O registro estadual da Flórida normalmente pode ser concluído em poucas semanas.
Visão Geral e Cartilha do Direito Autoral
O que é um direito autoral?
Um direito autoral (copyright) é uma forma de proteção conferida a autores de “obras originais de autoria”, incluindo obras literárias, dramáticas, musicais, artísticas, arquitetônicas, e certos outros tipos de obras intelectuais.
O que a proteção do direito autoral proporciona?
A legislação de direito autoral dos Estados Unidos geralmente confere ao titular do direito autoral o direito exclusivo de fazer e de autorizar terceiros a fazer o seguinte: reproduzir a obra protegida; preparar obras derivadas; distribuir cópias por venda, aluguel, ou locação; e executar ou exibir publicamente a obra protegida. É ilegal que qualquer pessoa viole quaisquer dos direitos conferidos ao titular do direito autoral, sujeito a certas limitações, como o “uso justo” (fair use) e, para algumas obras, a “licença compulsória”.
A proteção do direito autoral existe para “obras originais de autoria” a partir do momento em que a obra é fixada pela primeira vez em uma forma tangível de expressão. A fixação não precisa ser diretamente perceptível, desde que possa ser comunicada com o auxílio de uma máquina ou dispositivo. Não há exigência de que a obra seja nova ou não óbvia, apenas que seja original.
Entre as obras passíveis de proteção autoral estão: obras literárias; obras musicais; obras dramáticas; pantomimas e obras coreográficas; obras pictóricas, gráficas, e escultóricas; filmes e outras obras audiovisuais; gravações sonoras; programas de computador; e obras arquitetônicas.
Materiais que geralmente não são passíveis de proteção autoral incluem: obras que não tenham sido fixadas em forma tangível de expressão; títulos, nomes, frases curtas, e slogans; símbolos ou designs familiares; meras variações de ornamentação tipográfica, lettering, ou colorido; meras listagens de ingredientes ou conteúdos; ideias, procedimentos, métodos, sistemas, processos, conceitos, princípios, descobertas, ou dispositivos, distintos de uma descrição, explicação, ou ilustração; obras consistindo inteiramente de informação que é propriedade comum e que não contêm autoria original. (Nota: proteção patentária ou de marca pode estar disponível para alguns desses itens.)
Como se obtém a proteção do direito autoral?
A proteção do direito autoral é assegurada automaticamente quando uma obra é criada (ou seja, fixada em uma cópia ou gravação pela primeira vez). É um incidente do processo de autoria. A publicação não é mais uma exigência para a proteção autoral estatutária, mas, para executar judicialmente um direito autoral, a obra deve estar registrada no U.S. Copyright Office.
O que é um aviso de direito autoral?
Quando uma obra é publicada sob autorização do titular do direito autoral, um aviso de direito autoral pode ser inserido em todas as cópias ou gravações distribuídas ao público. Sob a Convenção de Berna, um aviso de direito autoral não é mais exigido nos Estados Unidos para obras publicadas pela primeira vez em ou após 1º de março de 1989. Contudo, recomenda-se que um aviso de direito autoral seja inserido em todas as cópias de uma obra protegida. Uma vantagem de usar o aviso de direito autoral é que ele impede que uma parte processada por violação alegue a defesa de violação inocente (innocent infringement). Um aviso ainda é exigido em quaisquer obras publicadas antes de março de 1989.
O uso do aviso de direito autoral é de responsabilidade do titular do direito autoral e não exige autorização prévia ou registro junto ao Copyright Office. O aviso de direito autoral geralmente inclui três elementos:
Como se determina a titularidade do direito autoral?
O direito autoral sobre uma obra de autoria se torna imediatamente propriedade do autor ou artista que a criou, e apenas o autor ou aqueles que derivam direitos do autor podem legitimamente reivindicar o direito autoral. Coautores em geral são considerados cotitulares do direito autoral.
No caso de uma obra feita sob encomenda (work made for hire), o empregador, e não o empregado, é presumidamente considerado o autor. Uma “work made for hire” é: (1) uma obra preparada por um empregado no exercício de suas funções; ou (2) uma obra (mas apenas certos tipos de obra) especialmente encomendada de acordo com um contrato escrito que a designa como obra feita sob encomenda.
Quaisquer ou todos os direitos exclusivos, ou qualquer subdivisão desses direitos, do titular do direito autoral podem ser transferidos, mas a transferência voluntária de direitos exclusivos geralmente não é válida, salvo se essa transferência for feita por escrito e assinada pelo titular dos direitos transferidos. A transferência de um direito em base não exclusiva não exige contrato escrito.
A legislação de direito autoral vigente geralmente permite o término de uma cessão de direitos após 35 anos, sob certas condições, mediante notificação por escrito ao cessionário dentro de prazos específicos.
Qual é a duração de um direito autoral?
Para obras de autores individuais, o prazo do direito autoral é a vida do autor, mais 70 anos após a morte do autor. O prazo do direito autoral em obras feitas sob encomenda ou de titularidade corporativa é de 95 anos a partir da primeira publicação, ou 120 anos a partir da criação, o que for maior.
O que é o registro do direito autoral?
Em geral, o registro do direito autoral é uma formalidade legal destinada a criar um registro público dos fatos básicos de um determinado direito autoral. O registro normalmente não é uma condição para a proteção do direito autoral. O registro, contudo, oferece benefícios significativos, entre os quais:
- O registro estabelece um registro público da reivindicação de direito autoral;
- O registro de uma obra dos Estados Unidos é necessário antes que qualquer ação por violação possa ser ajuizada nos tribunais;
- Se realizado antes ou dentro de cinco anos da publicação, o registro estabelece uma presunção judicial quanto à validade do direito autoral e dos fatos declarados no certificado; e
- Se o registro for realizado dentro de três meses após a publicação da obra e antes da violação, danos legais (statutory damages) e honorários advocatícios ficam disponíveis ao titular do direito autoral em ações judiciais. Caso contrário, o titular do direito autoral só poderá buscar danos efetivos e lucros.
O registro pode ser feito a qualquer momento durante a vigência do direito autoral. Normalmente, duas cópias da obra devem acompanhar o pedido.